{"id":3682,"date":"2025-03-13T14:55:00","date_gmt":"2025-03-13T14:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/?p=3682"},"modified":"2025-04-15T14:56:22","modified_gmt":"2025-04-15T14:56:22","slug":"bridging-geospatial-innovation-and-capacity-building-sena-adimou-on-afrigists-partnership-with-de-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/bridging-geospatial-innovation-and-capacity-building-sena-adimou-on-afrigists-partnership-with-de-africa\/","title":{"rendered":"Unir a inova\u00e7\u00e3o geoespacial e o desenvolvimento de capacidades: Sena ADIMOU sobre a parceria da AFRIGIST com a DE Africa"},"content":{"rendered":"<p>Sena Ghislain C. Adimou \u00e9 um analista geoespacial e administrador de sistemas no&nbsp;<a href=\"https:\/\/uia.org\/s\/or\/en\/1100052642\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Regional Africano para Ci\u00eancia e Tecnologia de Informa\u00e7\u00e3o Geoespacial (AFRIGIST)<\/a>&nbsp;em Ile-Ife, Nig\u00e9ria. Ele \u00e9 um ac\u00e9rrimo defensor da DE Africa, tendo estado presente desde os prim\u00f3rdios do programa, observando como amadurecemos e nos expandimos por todo o continente. A AFRIGIST \u00e9 uma de um grupo de importantes organiza\u00e7\u00f5es parceiras com as quais a DE Africa colabora no continente, especialmente dada a sua vasta abrang\u00eancia e fortes capacidades de desenvolvimento de compet\u00eancias. Fal\u00e1mos com o Sena para conhecer a pessoa que \u00e9 uma das figuras instrumentais no apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o da plataforma e dos servi\u00e7os da DE Africa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sena \u00e9 o Chefe da Unidade de Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o e leciona programa\u00e7\u00e3o e mapeamento web no Departamento de Cartografia. Com forma\u00e7\u00e3o em TI e um Mestrado em Ci\u00eancias em Ci\u00eancias de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica, ele traz um conjunto de conhecimentos t\u00e9cnicos e geoespaciais para o seu cargo. Como ponto focal do projeto Digital Earth Africa (DE Africa) na AFRIGIST, ele coordena atividades para melhorar a contribui\u00e7\u00e3o dos dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) para o desenvolvimento sustent\u00e1vel de \u00c1frica atrav\u00e9s do desenvolvimento de capacidades. Ele \u00e9 origin\u00e1rio da Rep\u00fablica do Benim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que tomou conhecimento pessoalmente da Terra Digital \u00c1frica?<\/strong><br>Fiquei a conhecer a DE Africa quando fui encarregado de representar a AFRIGIST numa reuni\u00e3o com a organiza\u00e7\u00e3o. Para me preparar eficazmente, tive de pesquisar e familiarizar-me com os objetivos, atividades e impacto potencial do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que motivou a sua organiza\u00e7\u00e3o a tornar-se parceira de implementa\u00e7\u00e3o da DE Africa?<\/strong><br>A AFRIGIST, como institui\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, partilha uma miss\u00e3o semelhante com a DE Africa na capacita\u00e7\u00e3o. O nosso mandato \u00e9 contribuir para o desenvolvimento r\u00e1pido e sustent\u00e1vel das na\u00e7\u00f5es africanas, desenvolvendo compet\u00eancias cr\u00edticas para a utiliza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel da informa\u00e7\u00e3o geoespacial. Dada esta converg\u00eancia, uma parceria com a DE Africa foi um passo natural para melhorar a utiliza\u00e7\u00e3o de dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra em \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Claro. A minha organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma entidade de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento focada em avan\u00e7ar o conhecimento e a aplica\u00e7\u00e3o de tecnologias de intelig\u00eancia artificial.\n\n**Miss\u00e3o:** A nossa miss\u00e3o \u00e9 desenvolver e implementar solu\u00e7\u00f5es de IA que resolvam desafios complexos em diversas \u00e1reas, estimulando a inova\u00e7\u00e3o e o progresso cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico.\n\n**\u00c1reas de Foco:** As nossas principais \u00e1reas de foco incluem:\n\n*   **Aprendizagem Autom\u00e1tica (Machine Learning):** Investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novos algoritmos e modelos para an\u00e1lise de dados, reconhecimento de padr\u00f5es e tomada de decis\u00f5es.\n*   **Processamento de Linguagem Natural (PLN):** Trabalho com a compreens\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de linguagem humana por computadores.\n*   **Vis\u00e3o Computacional:** Desenvolvimento de sistemas capazes de \"ver\" e interpretar imagens e v\u00eddeos.\n*   **IA Explic\u00e1vel (XAI):** Foco na cria\u00e7\u00e3o de modelos de IA cujas decis\u00f5es possam ser compreendidas e auditadas por humanos.\n*   **IA para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel:** Aplica\u00e7\u00e3o de IA para enfrentar desafios globais como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a gest\u00e3o de recursos e a sa\u00fade p\u00fablica.\n\n**Integra\u00e7\u00e3o de Dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra:** Integramos dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (EO) de v\u00e1rias formas nos nossos projetos, especialmente nas \u00e1reas de monitoriza\u00e7\u00e3o ambiental e de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. As metodologias incluem:\n\n*   **An\u00e1lise de Imagens de Sat\u00e9lite:** Utilizamos algoritmos de aprendizagem autom\u00e1tica e vis\u00e3o computacional para analisar vastas quantidades de dados de sat\u00e9lite (como imagens multiespectrais e de radar) para identificar mudan\u00e7as na cobertura terrestre, monitorizar desfloresta\u00e7\u00e3o, avaliar a sa\u00fade da vegeta\u00e7\u00e3o, detetar derrames de petr\u00f3leo e acompanhar o derretimento de massas de gelo.\n*   **Modelagem Preditiva:** Integramos dados EO com outros conjuntos de dados (como dados meteorol\u00f3gicos, socioecon\u00f3micos e de sensores terrestres) para construir modelos preditivos. Estes modelos podem prever colheitas agr\u00edcolas, avaliar riscos de desastres naturais (inunda\u00e7\u00f5es, inc\u00eandios florestais), e modelar a propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.\n*   **Classifica\u00e7\u00e3o e Segmenta\u00e7\u00e3o:** Empregamos t\u00e9cnicas de IA para classificar diferentes tipos de cobertura do solo (florestas, \u00e1reas urbanas, corpos de \u00e1gua) e segmentar imagens para um mapeamento detalhado e atualiza\u00e7\u00e3o de bases de dados geogr\u00e1ficas.\n*   **Dete\u00e7\u00e3o de Anomalias:** Desenvolvemos sistemas para detetar padr\u00f5es an\u00f3malos em dados EO, que podem indicar atividades n\u00e3o usuais, como a expans\u00e3o ilegal de infraestruturas ou impactos ambientais inesperados.\n*   **Monitoriza\u00e7\u00e3o em Tempo Real:** Para certas aplica\u00e7\u00f5es, trabalhamos na otimiza\u00e7\u00e3o de modelos para processar dados EO quase em tempo real, permitindo uma resposta mais r\u00e1pida a eventos cr\u00edticos.\n\nAtrav\u00e9s destas abordagens, a nossa organiza\u00e7\u00e3o procura extrair informa\u00e7\u00f5es valiosas de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra, transformando estes dados brutos em conhecimento acion\u00e1vel para apoiar a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a tomada de decis\u00f5es pol\u00edticas e a gest\u00e3o de recursos.<\/strong><br>A AFRIGIST \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o intergovernamental conjunta para \u00c1frica, localizada na Obafemi Awolowo University em Ile-Ife, Nig\u00e9ria. \u00c9 bil\u00edngue (ingl\u00eas e franc\u00eas) e det\u00e9m o estatuto diplom\u00e1tico pleno na Nig\u00e9ria. A ades\u00e3o est\u00e1 aberta a todos os pa\u00edses africanos, com oito estados membros atuais: Benim, Burkina Faso, Camar\u00f5es, Gana, Mali, N\u00edger, Nig\u00e9ria (o pa\u00eds anfitri\u00e3o) e Senegal.<\/p>\n\n\n\n<p>A miss\u00e3o do instituto \u00e9 contribuir para o r\u00e1pido desenvolvimento de \u00c1frica, desenvolvendo a capacidade para o uso respons\u00e1vel da informa\u00e7\u00e3o geoespacial. As nossas \u00e1reas de foco incluem a forma\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias e tecnologias geoespaciais, como fotogrametria, dete\u00e7\u00e3o remota, cartografia e sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (SIG). Promovemos confer\u00eancias, workshops e cursos de atualiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de realizar investiga\u00e7\u00e3o e oferecer servi\u00e7os de consultoria em gest\u00e3o de dados geoespaciais. Ao integrar dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) na nossa forma\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o, a AFRIGIST garante que os profissionais e decisores africanos possam alavancar os insights geoespaciais para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da sua experi\u00eancia, quais s\u00e3o os benef\u00edcios mais significativos que a DE Africa traz para a sua organiza\u00e7\u00e3o e para as comunidades que serve?<\/strong><br>Uma das maiores vantagens da DE Africa \u00e9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra prontos para an\u00e1lise de forma gratuita e acess\u00edvel. Isto tem sido inestim\u00e1vel para estudantes, ex-alunos e partes interessadas, particularmente nos pa\u00edses membros da AFRIGIST, pois acelera os processos de investiga\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o. A disponibilidade de dados de OE permite o planeamento em tempo real e o desenvolvimento de pol\u00edticas baseadas em evid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A DE Africa fornece tamb\u00e9m aos estudantes ferramentas geoespaciais essenciais que aprimoram as suas compet\u00eancias profissionais, ajudando a formar a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de especialistas geoespaciais africanos. Ao democratizar o acesso a dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra, a iniciativa contribui significativamente para o progresso de \u00c1frica rumo aos objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acredito que os dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra e as informa\u00e7\u00f5es derivadas desses dados s\u00e3o cruciais para o desenvolvimento sustent\u00e1vel em \u00c1frica por v\u00e1rias raz\u00f5es:\n\n*   **Gest\u00e3o de Recursos Naturais:** \u00c1frica possui vastos recursos naturais, desde florestas e terras agr\u00edcolas a zonas costeiras e recursos h\u00eddricos. A Observa\u00e7\u00e3o da Terra permite monitorizar a sa\u00fade destes ecossistemas, identificar desfloresta\u00e7\u00e3o, desertifica\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o do solo e a disponibilidade de \u00e1gua. Esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 vital para o planeamento da gest\u00e3o sustent\u00e1vel destes recursos, protegendo a biodiversidade e garantindo a sua utiliza\u00e7\u00e3o a longo prazo.\n*   **Agricultura e Seguran\u00e7a Alimentar:** Uma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o africana depende da agricultura. Os dados de sat\u00e9lite podem fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es do solo, padr\u00f5es de chuva, sa\u00fade das culturas e previs\u00e3o de colheitas. Isto ajuda os agricultores a otimizar o uso de \u00e1gua e fertilizantes, a prever pragas e doen\u00e7as e a tomar decis\u00f5es informadas sobre plantio e colheita, contribuindo para aumentar a produtividade e garantir a seguran\u00e7a alimentar em toda a regi\u00e3o.\n*   **Resposta a Desastres e Preven\u00e7\u00e3o:** O continente africano \u00e9 frequentemente afetado por desastres naturais como secas, inunda\u00e7\u00f5es, ciclones e inc\u00eandios florestais. Os dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra podem ser usados para monitorizar e prever estes eventos, permitindo uma resposta mais r\u00e1pida e eficaz. Em caso de desastre, os dados ajudam a avaliar os danos, coordenar os esfor\u00e7os de socorro e planear a recupera\u00e7\u00e3o. A longo prazo, ajudam a identificar \u00e1reas de maior risco e a implementar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o.\n*   **Planeamento Urbano e Desenvolvimento de Infraestruturas:** O crescimento r\u00e1pido das cidades em \u00c1frica apresenta desafios significativos. Os dados de sat\u00e9lite podem fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a expans\u00e3o urbana, o uso do solo e a disponibilidade de infraestruturas existentes. Isto \u00e9 crucial para o planeamento urbano sustent\u00e1vel, o desenvolvimento de novas infraestruturas (como estradas, redes de energia e saneamento) e a gest\u00e3o de servi\u00e7os urbanos, garantindo um crescimento mais ordenado e resiliente.\n*   **Monitoriza\u00e7\u00e3o das Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas:** \u00c1frica \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel aos efeitos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. A Observa\u00e7\u00e3o da Terra \u00e9 uma ferramenta poderosa para monitorizar as mudan\u00e7as nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos, o aumento do n\u00edvel do mar, o derretimento das calotes de gelo e outros indicadores. Esta monitoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para compreender os impactos locais das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e para desenvolver estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o eficazes.\n*   **Gest\u00e3o de Recursos H\u00eddricos:** A \u00e1gua \u00e9 um recurso precioso em muitas partes de \u00c1frica. Os dados de sat\u00e9lite podem ajudar a mapear e monitorizar rios, lagos, caudais de \u00e1gua subterr\u00e2nea e a cobertura de neve, essenciais para a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos, especialmente em regi\u00f5es propensas \u00e0 seca.\n*   **Monitoriza\u00e7\u00e3o Ambiental e Conserva\u00e7\u00e3o:** A Observa\u00e7\u00e3o da Terra \u00e9 fundamental para monitorizar a qualidade do ar e da \u00e1gua, a sa\u00fade dos ecossistemas marinhos e costeiros, e para combater a polui\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m uma ferramenta essencial para o planeamento e a gest\u00e3o de \u00e1reas protegidas e para a conserva\u00e7\u00e3o da rica biodiversidade do continente.\n*   **Governa\u00e7\u00e3o e Transpar\u00eancia:** A disponibiliza\u00e7\u00e3o de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra e a an\u00e1lise baseada em dados promovem a transpar\u00eancia na gest\u00e3o de recursos e no planeamento do desenvolvimento. Permite que governos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e cidad\u00e3os tomem decis\u00f5es mais informadas e respons\u00e1veis.\n\nEm resumo, a Observa\u00e7\u00e3o da Terra oferece uma vis\u00e3o abrangente e atualizada da situa\u00e7\u00e3o do continente, permitindo que os pa\u00edses africanos tomem decis\u00f5es baseadas em evid\u00eancias para enfrentar os seus desafios de desenvolvimento de forma mais eficaz e sustent\u00e1vel.<\/strong><br>Em muitos pa\u00edses africanos, a tomada de decis\u00f5es \u00e9 frequentemente influenciada por perce\u00e7\u00f5es, interesses pol\u00edticos ou dados incompletos, levando a pol\u00edticas e interven\u00e7\u00f5es sub\u00f3timas. Ao aproveitar dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) e conhecimentos baseados em dados, governos e organiza\u00e7\u00f5es podem tomar decis\u00f5es informadas em \u00e1reas chave como agricultura, gest\u00e3o de cat\u00e1strofes, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e planeamento urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>O acesso a dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) melhora o acompanhamento da seguran\u00e7a alimentar, aumenta a prepara\u00e7\u00e3o para desastres (para secas e inunda\u00e7\u00f5es), apoia a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos e informa estrat\u00e9gias de desenvolvimento urbano. Em \u00faltima an\u00e1lise, os dados de OT s\u00e3o uma ferramenta poderosa para promover o crescimento econ\u00f3mico, proteger o ambiente e melhorar o bem-estar social em toda a \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais desafios v\u00ea na expans\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra em diferentes setores e como podem ser abordados?<\/strong><br>V\u00e1rios desafios dificultam a ado\u00e7\u00e3o generalizada de dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) em \u00c1frica. A acessibilidade continua a ser um problema importante, uma vez que dados de alta resolu\u00e7\u00e3o podem ser dispendiosos. A integra\u00e7\u00e3o de dados de OT com conjuntos de dados existentes tamb\u00e9m apresenta dificuldades, particularmente para organiza\u00e7\u00f5es que carecem de conhecimentos t\u00e9cnicos. Adicionalmente, infraestruturas inadequadas \u2014 como internet e eletricidade pouco fi\u00e1veis \u2014 limitam a capacidade de alguns pa\u00edses para utilizar plenamente tecnologias geoespaciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras barreiras incluem a falta de pol\u00edticas nacionais bem definidas sobre o uso de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (OT) e colabora\u00e7\u00e3o insuficiente entre os setores. Para enfrentar estes desafios, \u00e9 necess\u00e1rio melhorar os quadros de partilha de dados, aumentar os investimentos em infraestrutura geoespacial e fortalecer as pol\u00edticas a n\u00edvel nacional e regional. Promover a colabora\u00e7\u00e3o intersetorial entre ag\u00eancias governamentais, institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas e empresas privadas tamb\u00e9m pode impulsionar a ado\u00e7\u00e3o de dados de OT.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Olhando para o futuro, quais s\u00e3o as suas esperan\u00e7as para o futuro da DE Africa e como \u00e9 que a sua organiza\u00e7\u00e3o v\u00ea a contribui\u00e7\u00e3o para essa vis\u00e3o?<\/strong><br>Prevejo que a DE Africa continue a capacitar os intervenientes africanos, fornecendo dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra acess\u00edveis para enfrentar desafios cr\u00edticos como a urbaniza\u00e7\u00e3o, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a seguran\u00e7a alimentar e a gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos. A AFRIGIST, por sua vez, desempenhar\u00e1 um papel fundamental na liga\u00e7\u00e3o da DE Africa a organiza\u00e7\u00f5es regionais e internacionais para promover a colabora\u00e7\u00e3o e a partilha de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa institui\u00e7\u00e3o ir\u00e1 estabelecer parcerias com universidades, ONG e o setor privado para ampliar o impacto dos dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra em m\u00faltiplos setores. A AFRIGIST tamb\u00e9m contribuir\u00e1 para a infraestrutura de dados geoespaciais de \u00c1frica, apoiando plataformas baseadas na nuvem e centros de dados que facilitem o processamento e a dissemina\u00e7\u00e3o eficientes de dados de observa\u00e7\u00e3o da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s de servi\u00e7os de consultoria e assessoria, promoveremos a ado\u00e7\u00e3o de dados de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (EO) entre ag\u00eancias governamentais respons\u00e1veis pela agricultura, gest\u00e3o h\u00eddrica, resposta a desastres e planeamento urbano. Adicionalmente, a AFRIGIST continuar\u00e1 a formar profissionais, decisores pol\u00edticos e estudantes africanos em tecnologias geoespaciais atrav\u00e9s de workshops, certifica\u00e7\u00f5es e cursos online, garantindo que os dados de EO se tornem parte integrante da tomada de decis\u00f5es a n\u00edveis nacional e regional. Por fim, colaboraremos com a DE Africa em projetos de investiga\u00e7\u00e3o que desenvolvam novas metodologias para an\u00e1lise de dados e a integra\u00e7\u00e3o de dados de EO em v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es, promovendo ainda mais os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel de \u00c1frica.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sena Ghislain C. Adimou is a geospatial analyst and systems administrator at the&nbsp;African Regional Institute for Geospatial Information Science and Technology (AFRIGIST)&nbsp;in Ile-Ife, Nigeria. He is a stalwart champion of DE Africa, having been present from the early days of the program, watching as we have matured and expanded across the continent. AFRIGIST is one [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"audience":[],"class_list":["post-3682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-partnerships"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3684,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3682\/revisions\/3684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3682"},{"taxonomy":"audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/digitalearthafrica.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/audience?post=3682"}],"curies":[{"name":"[wp]","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}